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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Aquecedor Solar Tubos a Vácuo de Alta Pressão.

Aquecedor Solar Tubos a Vácuo de Alta Pressão.
http://www.astrorei.com/produtos/tubos-a-vacuo-alta-pressao/imagem2.jpghttp://www.astrorei.com/produtos/tubos-a-vacuo-alta-pressao/imagem3.jpg
Painel flat com tubos à vácuo, protegido com vidro plano.
Princípio de funcionamento do equipamento:
Detalhes construtivos:
http://www.astrorei.com/produtos/tubos-a-vacuo-alta-pressao/imagem1.jpg
O tubo vácuo absorve a radiação solar e converte-a em energia térmica, em seguida o calor é transferido através do tubo de cobre interno. O líquido aquecido, em seguida, circula através da bomba de circulação e aquece a água do tanque.
Características do equipamento:
Suporta a pressão de trabalho, livre do problema de giadas no inverno.
Fácil de ser montado, pode combinar perfeitamente com a arquitetura.
Filme revestido com  a  melhor absorção de calor.
Ganha o certificado CE ao cumprir norma da EN12975.
Especificações técnicas:
Comprimento
1800MM
Estrutura
vidro-vidro
Diâmetro de tubo exterior
58±0.7MM
Espessura de tubo de vidro exterior
1.8±0.15MM
Sintonizador de diâmetro interno
47±0.7MM
Espessura de tubo de vidro interior
1.6±0.15MM
Material
Vidro Borosilicato 3.3
Camada de filme
AIN/SS-AIN/CU
Grau de vácuo
P=5.0X10-4
Max. de temperatura
270?~300?
Perda de energia térmica
=0.6W/(??)
Pressão classificados
0.6pa
Coletor solar a vácuo
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ca/Vakuumroehrenkollektor_01.jpg/220px-Vakuumroehrenkollektor_01.jpg
Um coletor solar a vácuo.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/47/Evacuated_tube_collector.gif/220px-Evacuated_tube_collector.gif
Coletor solar a vácuo em corte. Note que os tubos é que possuem a camada absorvedora, e no lugar da placa absorvedora do modelo comum há neste uma placa refletora.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1a/Capteur_a_tubes_sous_vide_002.jpg/220px-Capteur_a_tubes_sous_vide_002.jpg
Detalhe de um coletor solar a vácuo onde se observam os tubos absorvedores.
A tecnologia de aquecimento solar para água evoluiu a partir dos meados de 1995, quando na Alemanha foram desenvolvidos os coletores solares em forma tubular com sistema de isolamento térmico a vácuo.
O  aquecedor solar a vácuo recebe este nome devido ao isolamento térmico existente em seus coletores solares. São coletores compostos basicamente por dois tubos concêntricos, um interno ao outro, unidos em suas extremidades e retirado entre suas paredes todos os gases existentes, formando desta forma um vácuo, que é o melhor isolante térmico existente, mas devido à grande dificuldade para obter-se e manter condições de vácuo, é empregado em muito poucas ocasiões, limitadas em escala.
Aliado ao isolamento térmico a vácuo temos ainda o fato de que os coletores são confeccionados em vidro borossilicato temperado que possuem capacidade de absorção da energia solar de até 96%, quase 3X superior aos vidros convencionais, possuem formato tubular que converge e amplia os raios solares para o seu interior recebendo ainda radiação solar perpendicular na maior parte do dia.
Devido a sua grande eficiência em isolamento térmico e enorme absorção da energia solar incidente, existem coletores Solares a Vácuo que atingem temperaturas de até 350ºC e aquecem a água à temperatura de 100ºC.
Existem diversas variações da tecnologia e diversos fabricantes de tubos a vácuo, os modelos mais comuns comercializados no Brasil são os tubos de 47X1500mm e 58X1800mm, as empresas mais especializadas no ramo oferecem ainda medidas de 58X2100mm e 70X1700mm, variação na pintura seletiva interna dos tubos e ainda material absorvedor e potencializador interno aos tubos como barras lacradas ou tubos de cobre.
A tecnologia de aquecimento solar a vácuo é o único meio de utilização da energia solar térmica em muitos locais do mundo onde as temperaturas são sempre muito baixas, muitas vezes abaixo de 0ºC, principalmente no hemisfério Norte.
Exemplo de Instalação para aquecimento de piscina.
http://www.astrorei.com/produtos/tubos-a-vacuo-alta-pressao/imagem5.jpg

RECOMENDAÇÕES PARA INSTALAÇÃO
É fundamental para ter o máximo de aproveitamento em uma instalação por energia solar, que o posicionamento e o ângulo de inclinação dos coletores sejam respeitados de acordo com as regiões onde serão instalados.
A inclinação dos coletores solares varia de acordo com a latitude do ponto de instalação, sendo que devemos sempre considerar os fatores de inverno para um perfeito rendimento, para melhor exemplificar, segue um quadro com dimensões dos coletores, ângulo correto de inclinação, latitude e horas médio de insolação anual.




LAT


REGIÃO
INCLINAÇÃO RECOMENDADA
Horas de Sol /Ano
ÂNGULO
RECOM.
Mod 1,50
Mod. 2,00
Mod 3,00
Altura
Altura
Altura
32
PELOTAS
42
1,00
1,35
2,10
2.000 h.
28
FLORIANÓPOLIS
38
0,92
1,23
1,95
2.100 h.
25
CURITIBA
35
0,85
1,15
1,80
2.000 h.
24
PONTA GROSSA
34
0,83
1,13
1,77
2.300 h.
23
RIO / SÃO PAULO
33
0,80
1,10
1,75
2.000 h.
17
GOIANIA
27
0,68
0,90
1,45
2.500 h.
15
BRASÍLIA
25
0,63
0,85
1,30
2.500 h.

Gerador Eólico caseiro.

Aqui vamos explicar como construir um gerador eólico caseiro aproveitando velhos objetos:

A energia produzida pelo vento é um recurso energético natural que pode ser aproveitado com um investimento reduzido, é especialmente rentável em locais com muito vento. Um gerador eólico caseiro é algo possível de fazer sem custos muito elevados.

As diferenças de pressão atmosférica causadas pelo aquecimento diferencial terrestre provocam deslocação de massas de ar (vento), a deslocação destas massas de ar é influenciada pelas condições atmosféricas (intensidade e direção) por obstáculos e condições do solo. O aproveitamento da energia cinética do vento é efetuado através de turbinas eólicas acopladas a geradores. A este conjunto turbina-gerador é habitualmente chamado Aero gerador. Existem vários tipos de turbinas eólicas cujas diferenças incidem essencialmente na direção do eixo de rotação (vertical e horizontal), forma e número de pás que constituem o rotor.

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Quando exposto a vento suficiente, um aero gerador produz corrente alternada (CA). Depois de retificada (CC) esta corrente é usada para carregar de baterias e posteriormente convertida em corrente alterna. Todos os aero geradores vêm com o seu próprio sistema de controle de carga (A, B).

Tal como a energia solar a energia eólica é uma energia limpa, a sua inclusão em áreas ventosas em ambientes domésticos pode rapidamente trazer o retorno do investimento efetuado. Pode funcionar em simultâneo com módulos energéticos solares. O seu funcionamento não difere substancialmente, a energia captada por um aero gerador carrega um conjunto de baterias.


Produção de energia


A energia cinética, resultante das deslocações de massas de ar, pode ser transformada em:

- energia mecânica através de aero motores;

- energia eléctrica através de turbinas eólicas ou aero geradores.

A potência mecânica disponível (P) numa turbina depende grandemente (fator cúbico) da velocidade do caudal de ar que passa através dela, o que faz com que o interesse e o aproveitamento deste recurso variem muito com a intensidade e a direção do vento.

A potência do vento que passa perpendicularmente através de uma área circular
P = 1/2 rv3 pr2

Onde:

P= potência média do vento em Watts [W]
r(rho) = densidade do ar seco = 1,225 kg/m3 (PTN)
v= velocidade média do vento [m/s]
p (pi) = 3.1415926535...
r = raio do rotor em m [metros]
A eficiência do vento em relação à energia eléctrica produzida pode ser calculada neste simples programa.

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Posso eu mesmo construir um gerador eólico caseiro ?
Sim.

Para construir um gerador eólica existem algumas questões que se deve ter atenção

O local onde vou instalar o aero gerador tem vento suficiente?
A maioria das pessoas tem a noção que vivem em locais ventosos, no entanto a maior parte das áreas residências não é adequada para a produção de energia a partir do vento. As árvores e os edifícios diminuem a velocidade do vento, criam zonas de turbulência que podem ser destrutivas.

Os locais abertos ou zonas junto ao litoral podem ser apropriados para colocar as turbinas. Uma torre alta pode ser útil e aumentar a rentabilidade da instalação, não esquecer que a turbina pode ter alguns efeitos nas áreas circundantes, os seus vizinhos podem não partilhar o seu entusiasmo, mas pode partilhar com eles a energia produzida e o trabalho de colocação, certamente os resultados vão ser diferentes.

Que tamanho de turbina necessita?
As turbinas eólicas funcionam com o ar fino, assim necessitam de ter dimensões elevadas para produzir potencias considerável. Para alimentar energeticamente uma casa média as dimensões das pás necessitam de 5 metros de ponta a ponta. Um diâmetro de 2 metros pode produzir anualmente 500 Kwh.

Que tipo de gerador devo usar ?
A maioria dos aero geradores pequenos são usados para carregar baterias que posteriormente vão colocar essa energia eléctrica transformada no sector normal de 220V. A escolha obvia para um aero gerador caseiro será o alternador de um veículo automóvel. Mas a utilização de um alternador tem alguns inconvenientes, o dispositivo funciona apenas com uma rotação elevada +/- 2000RPM a velocidade das pás raramente ultrapassa as 100RPM, existe assim a necessidade de multiplicar mecanicamente este diferencial. Neste processo existem perdas significativas. Em aero geradores instalados a baixa altitude (em relação ao solo) existe um pequeno aproveitamento energético, existe a necessidade de ter um gerador com uma eficiência muito boa para ter aproveitamento.

Quase todos os aero geradores pequenos de fabrico comercial usam geradores com ímãs permanentes que não são fáceis de construir. O gerador é o componente fundamental para o êxito ou fracasso do projeto. Contenha o entusiasmo, mas não desanime existem sempre soluções.

Brevemente vamos colocar aqui como aproveitar motores de CC em geradores

Posso eu mesmo construir as pás das turbinas?
Sim, vamos colocar aqui alguns processos para construção das pás das turbinas, algumas mais sofisticadas em fibra outras utilizando materiais comuns usando simples tubos de polietileno.

Não esquecer que no caso de produção de energia em excesso a EDP é obrigada a comprar essa energia produzida, se tem vento e espaço pense nisso.

Construir um pequeno aero gerador caseiro

Um circuito mais complexo, mas com aproveitamento energético, vamos aproveitar um motor de vídeo gravador.

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Vamos aproveitar o circuito de três fases existente nos servo motores dos vídeos e fazer a sua ligação a díodos em ponte.

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Cada enrolamento de cada fase tem a mesma resistência, aproximadamente 4 ohm, verifique com o multímetro se os enrolamentos têm todos o mesmo valor.

Agora vamos construir as pás da turbina. Vamos para isso utilizar réguas de madeira ou metálicas preferencialmente de alumínio.

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Suporte as pás de modo a obter o máximo rendimento do vento fazendo o centro da turbina com esta forma.

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Obtemos um conjunto que pode ser utilizado para produzir energia.

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Nesta foto já com o motor incorporado

image

Rotores de Eixo Vertical
Em geral, os rotores de eixo vertical têm a vantagem de não necessitarem de mecanismos de acompanhamento para variações da direção do vento, o que reduz a complexidade do projeto e os esforços devido às forças de Coriolis. Os rotores de eixo vertical também podem ser movidos por forças de sustentação (lift) e por forças de arrasto (drag). Os principais tipos de rotores de eixo vertical são Darrieus, Savonius e turbinas com torre de vórtices. Os rotores do tipo Darrieus são movidos por forças de sustentação e constituem-se de lâminas curvas (duas ou três) de perfil aerodinâmico, atadas pelas duas pontas ao eixo vertical.
Figura 12 - Aerogerador experimental de eixo vertical (SANDIA, 2006)
Os rotores de eixo horizontal são os mais comuns, e grande parte da experiência mundial está voltada para a sua utilização. São movidos por forças aerodinâmicas chamadas de forças de sustentação (lift) e forças de arrasto (drag). Um corpo que obstrui o movimento do vento sofre a ação de forças que atuam perpendicularmente ao escoamento (forças de sustentação) e de forças que atuam na direção do escoamento (forças de arrasto). Ambas são proporcionais ao quadrado da velocidade relativa do vento. Adicionalmente, as forças de sustentação dependem da geometria do corpo e do ângulo de ataque (formado entre a velocidade relativa do vento e o eixo do corpo).
Os rotores que giram predominantemente sob o efeito de forças de sustentação permitem liberar muito mais potência do que aqueles que giram sob efeito de forças de arrasto, para uma mesma velocidade de vento.
Os rotores de eixo horizontal ao longo do vento (aerogeradores convencionais) são predominantemente movidos por forças de sustentação e devem possuir mecanismos capazes de permitir que o disco varrido pelas pás esteja sempre em posição perpendicular ao vento. Tais rotores podem ser constituídos de uma pá e contrapeso, duas pás, três pás ou múltiplas pás (multivane fans). Construtivamente, as pás podem ter as mais variadas formas e empregar os mais variados materiais. Em geral, utilizam-se pás rígidas de madeira, alumínio ou fibra de vidro reforçada.

Figura 13 - Aerogerador de eixo horizontal
Quanto à posição do rotor em relação à torre, o disco varrido pelas pás pode estar a jusante do vento (down wind) ou a montante do vento (up wind). No primeiro caso, a “sombra” da torre provoca vibrações nas pás. No segundo caso, a “sombra” das pás provoca esforços vibratórios na torre. Sistemas a montante do vento necessitam de mecanismos de orientação do rotor com o fluxo de vento, enquanto nos sistemas a jusante do vento, a orientação realiza-se automaticamente.
Os rotores mais utilizados para geração de energia elétrica são os de eixo horizontal do tipo hélice, normalmente compostos de 3 pás ou em alguns casos (velocidades médias muito altas e possibilidade de geração de maior ruído acústico) 1 ou 2 pás.
As principais configurações de um aerogerador de eixo horizontal podem ser vistas na figura 14. Estes aerogeradores são diferenciadas pelo tamanho e formato da nacele, pela presença ou não de uma caixa multiplicadora e pelo tipo de gerador utilizado (convencional ou multipolos). A seguir são apresentados os principais componentes do aerogerador que são, de uma forma geral, a torre, a nacele e o rotor.

Figura 14 - Componentes de um aerogerador de eixo horizontal
Nacele
É a carcaça montada sobre a torre, onde se situam o gerador, a caixa de engrenagens (quando utilizada), todo o sistema de controle, medição do vento e motores para rotação do sistema para o melhor posicionamento em relação ao vento. A figura 15 e 16 mostram os principais componentes instalados em dois tipos de naceles, uma delas utilizando um gerador convencional e outra utilizando um gerador multipolos.

1.      Controlador do Cubo
2.      Controle pitch
3.      Fixação das pás no cubo
4.      Eixo principal
5.      Aquecedor de óleo
6.      Caixa multiplicadora
7.      Sistema de freios
8.      Plataforma de serviços
9.      Controladores e Inversores
10.    Sensores de direção e velocidade do vento
11.    Transformador de alta tensão
12.    Pás
13.    Rolamento das pás
14.    Sistema de trava do rotor
15.    Sistema hidráulico
16.    Plataforma da nacele
17.    Motores de posiciona-mento da nacele
18.    Luva de acoplamento
19.    Gerador
20.    Aquecimento de ar
Figura 15 – Vista do interior da nacele de um aerogerador utilizando um gerador convencional
(Fonte: VESTAS, 2006)

1.      Apoio principal da nacele
2.      Motores de orientação da nacele
3.      Gerador em anel (multipolos)
4.      Fixador das pás ao eixo
5.      Cubo do rotor
6.      Pás
7.      Sensores de direção e velocidade do vento
Figura 16 – Vista do interior da nacele de um aerogerador utilizando um gerador multipolos
(Fonte: ENERCON, 2006)
 Pás, cubo e eixo
As pás são perfis aerodinâmicos responsáveis pela interação com o vento, convertendo parte de sua energia cinética em trabalho mecânico. Inicialmente fabricadas em alumínio, atualmente são fabricadas em fibras de vidro reforçadas com epoxi. Nos aerogeradores que usam controle de velocidade por passo, a pá dispõe de rolamentos em sua base para que possa girar, modificando assim seu ângulo de ataque.
As pás são fixadas através de flanges em uma estrutura metálica a frente do aerogerador denominada cubo. Esta estrutura é construída em aço ou liga de alta resistência. Para os aerogeradores que utilizem o controle de velocidade por passo, o cubo, além de apresentar os rolamentos para fixação das pás, também acomoda os mecanismos e motores para o ajuste do ângulo de ataque de todas as pás. É importante citar que por se tratar de uma peça mecânica de alta resistência, o cubo é montado de tal forma que, ao sair da fábrica, este apresenta-se como peça única e compacta viabilizando que, mesmo para os aerogeradores de grande porte, seu transporte seja feito sem a necessidade de montagens no local da instalação.
O eixo é o responsável pelo acoplamento do cubo ao gerador, fazendo a transferência da energia mecânica da turbina. É construído em aço ou liga metálica de alta resistência.
   
Figura 17 – Detalhe de um e um pátio com diversos modelos de pás
Transmissão e Caixa Multiplicadora
A transmissão, que engloba a caixa multiplicadora, possui a finalidade de transmitir a energia mecânica entregue pelo eixo do rotor até o gerador. É composta por eixos, mancais, engrenagens de transmissão e acoplamentos. A figura 14 apresenta a localização da caixa multiplicadora dentro do sistema de geração eólica.
O projeto tradicional de uma turbina eólica consiste em colocar a caixa de transmissão mecânica entre o rotor e o gerador, de forma a adaptar a baixa velocidade do rotor à velocidade de rotação mais elevada dos geradores convencionais.
A velocidade angular dos rotores geralmente varia na faixa de 20 a 150rpm, devido às restrições de velocidade na ponta da pá (tip speed). Entretanto, geradores (sobretudo geradores síncronos) trabalham em rotações muito mais elevadas (em geral, entre 1.200 a 1.800rpm), tornando necessária a instalação de um sistema de multiplicação entre os eixos.
Mais recentemente, alguns fabricantes desenvolveram com sucesso aerogeradores sem a caixa multiplicadora e abandonaram a forma tradicional de construí-los. Assim, ao invés de utilizar a caixa de engrenagens com alta relação de transmissão, necessária para alcançar a elevada rotação dos geradores, utilizam-se geradores multipolos de baixa velocidade e grandes dimensões.
Os dois tipos de projetos possuem suas vantagens e desvantagens e a decisão em usar o multiplicador ou fabricar um aerogerador sem caixa de transmissão é, antes de tudo, uma questão de filosofia do fabricante.

Figura 18 - Gerador conectado a caixa de engrenagens (vista à direita)
Gerador
A transformação da energia mecânica de rotação em energia elétrica através de equipamentos de conversão eletro-mecânica é um problema tecnologicamente dominado e, portanto, encontram-se vários fabricantes de geradores disponíveis no mercado.
Entretanto, a integração de geradores no sistema de conversão eólica constitui-se em um grande problema, que envolve principalmente:
  • variações na velocidade do vento (extensa faixa de rotações por minuto para a geração);
  • variações do torque de entrada (uma vez que variações na velocidade do vento induzem variações de potência disponível no eixo);
  • exigência de freqüência e tensão constante na energia final produzida;
  • dificuldade de instalação, operação e manutenção devido ao isolamento geográfico de tais sistemas, sobretudo em caso de pequena escala de produção (isto é, necessitam ter alta confiabilidade).
Atualmente, existem várias alternativas de conjuntos moto-geradores, entre eles: geradores de corrente contínua, geradores síncronos, geradores assíncronos, geradores de comutador de corrente alternada. Cada uma delas apresenta vantagens e desvantagens que devem ser analisadas com cuidado na sua incorporação ao sistema de conversão de energia eólica.

Figura 19 - Gerador convencional 

Figura 20 - Gerador multipolos
Torre
As torres são necessárias para sustentar e posicionar o rotor a uma altura conveniente para o seu funcionamento. É um item estrutural de grande porte e de elevada contribuição no custo do sistema. Inicialmente, as turbinas utilizavam torres de metal treliçado. Com o uso de geradores com potências cada vez maiores, as naceles passaram a sustentar um peso muito elevado tanto do gerador quanto das pás. Desta forma, para dar maior mobilidade e segurança para sustentar toda a nacele em alturas cada vez maiores, tem-se utilizado torres de metal tubular ou de concreto que podem ser sustentadas ou não por cabos tensores.
Os mecanismos de controle destinam-se à orientação do rotor, ao controle de velocidade, ao controle de carga, etc. Pela variedade de controles, existe uma enorme variedade de mecanismos que podem ser mecânicos (velocidade, passo, freio), aerodinâmicos (posicionamento do rotor) ou eletrônicos (controle da carga).
Os modernos aerogeradores utilizam dois diferentes princípios de controle aerodinâmico para limitar a extração de potência à potência nominal do aerogerador. São chamados de controle estol (Stall) e controle de passo (Pitch). No passado, a maioria dos aerogeradores usavam o controle estol simples; atualmente, entretanto, com o aumento do tamanho das máquinas, os fabricantes estão optando pelo sistema de controle de passo, que oferece maior flexibilidade na operação das turbinas eólicas.
Controle de Passo
O controle de passo é um sistema ativo que normalmente necessita de uma informação vinda do sistema de controle. Sempre que a potência nominal do gerador é ultrapassada, devido à um aumento da velocidade do vento, as pás do rotor giram em torno do seu eixo longitudinal; em outras palavras, as pás mudam o seu ângulo de passo para reduzir o ângulo de ataque. Esta redução do ângulo de ataque diminui as forças aerodinâmicas atuantes e, conseqüentemente, a extração de potência do vento. Para todas as velocidades de vento superiores à velocidade nominal, o ângulo é escolhido de forma que o aerogerador produza apenas a potência nominal.

Figura 21 - Fluxo aderente ao perfil
Sob todas as condições de vento, o escoamento em torno dos perfis das pás do rotor é bastante aderente à superfície (Figura 21), produzindo, portanto, sustentação aerodinâmica e pequenas forças de arrasto. Aerogeradores com controle de passo são mais sofisticadas do que as de passo fixo, controladas por estol, porque necessitam de um sistema de variação de passo. Por outro lado, elas possuem certas vantagens:
  • permitem controle de potência ativo sob todas as condições de vento, também sob potências parciais
  • alcançam a potência nominal mesmo sob condições de baixa massa específica do ar (grandes altitudes dos sítios, altas temperaturas)
  • maior produção de energia sob as mesmas condições (sem diminuição da eficiência na adaptação ao estol da pá)
  • partida simples do rotor pela mudança do passo
  • fortes freios desnecessários para paradas de emergência do rotor
  • cargas das pás do rotor decrescentes com ventos aumentando acima da potência nominal
  • posição de embandeiramento das pás do rotor para cargas pequenas em ventos extremos
  • massas das pás do rotor menores levam a massas menores dos aerogeradores

Figura 22 - Forma típica de uma curva de potência de um
aerogerador com controle de passo
Controle Estol
O controle estol é um sistema passivo que reage à velocidade do vento. As pás do rotor são fixas em seu ângulo de passo e não podem girar em torno de seu eixo longitudinal. O ângulo de passo é escolhido de forma que, para velocidades de vento superiores a velocidade nominal, o escoamento em torno do perfil da pá do rotor descola da superfície da pá (estol) (Figura 23), reduzindo as forças de sustentação e aumentando as forças de arrasto. Menores sustentações e maiores arrastos atuam contra um aumento da potência do rotor. Para evitar que o efeito estol ocorra em todas as posições radiais das pás ao mesmo tempo, o que reduziria significativamente a potência do rotor, as pás possuem uma pequena torção longitudinal que as levam a um suave desenvolvimento deste efeito.

Figura 23 - Fluxo separado (estol) em volta do perfil
Sob todas as condições de ventos superiores à velocidade nominal o fluxo em torno dos perfis das pás do rotor é, pelo menos, parcialmente descolado da superfície (Figura 23), produzindo, portanto sustentações menores e forças de arrasto muito mais elevadas. Aerogeradores com controle estol são mais simples do que as de controle de passo porque elas não necessitam de um sistema de mudança de passo. Em comparação com os aerogeradores com controle de passo, eles possuem, em princípio, as seguintes vantagens:
  • inexistência de sistema de controle de passo
  • estrutura de cubo do rotor simples
  • menor manutenção devido a um número menor de peças móveis
  • auto-confiabilidade do controle de potência
Em termos mundiais, o conceito de controle através de estol domina. A maioria dos fabricantes utiliza esta possibilidade simples de controle de potência, que sempre necessita uma velocidade constante do rotor, geralmente dada pelo gerador de indução diretamente acoplado à rede.
Apenas nos dois últimos anos uma mistura de controle por estol e de passo apareceu, o conhecido “estol ativo”. Neste caso, o passo da pá do rotor é girado na direção do estol e não na direção da posição de embandeiramento (menor sustentação) como é feito em sistema de passo normais. As vantagens deste sistema são:
  • são necessárias pequeníssimas mudanças no ângulo do passo
  • possibilidade de controle da potência sob condições de potência parcial (ventos baixos)
  • a posição de embandeiramento das pás do rotor para cargas pequenas em situação de ventos extremos

Figura 24 - Curva de potência  típica de um aerogerador com controle tipo estol.

Aerogerador de Eixo Vertical

 

 

 

 

 

 

 

Aerogerador de Eixo Vertical Eixo Vertical


Aerogeradores de eixo vertical(AEVs) tendem a ser mais seguros, mais fáceis de construir, podem ser montados mais perto do solo e lidam muito melhor com condições de turbulência. Possuem torres baixas, entre 0,1 e 0,5 vezes a altura do próprio rotor, o que permite a colocação de todo o dispositivo de conversão de energia (gerador, caixa de velocidades, etc) na base do aproveitamento, o que facilita as operações de manutenção. Além disso, neste tipo de aerogerador não é necessário o dispositivo de orientação da turbina face ao vento, tal como acontece nos aerogeradores de eixo horizontal. Possuem também uma velocidade de arranque mais baixa do que a dos aerogeradores de eixo horizontal, o que lhes dá vantagem em condições de vento reduzido.
Por outro lado, eles não são tão eficientes como os aerogeradores de eixo horizontal. Isso acontece porque o vento junto ao solo é de mais fraca intensidade, o que implica um menor rendimento deste tipo de aerogeradores e a torre fica sujeita a elevados esforços mecânicos. Devido a essas razões, os construtores atualmente privilegiam os aerogeradores de eixo horizontal.
Este tipo de aerogeradores é especialmente indicado para meios urbanos porque além de ser silencioso, aproveita o vento mesmo que a direção deste não seja constante e haja a formação de turbilhões, o que acontece frequentemente em áreas com edifícios, árvores e outros obstáculos.
Aerogeradores de eixo vertical são difíceis de se encontrar à venda. Isso acontece porque apesar de terem vantagens em algumas circunstâncias, perdem claramente em rentabilidade quando as condições de vento são boas. Por isso nunca veremos um parque eólico com AEVs, resumindo-se o seu uso a pequenos projetos e a algumas instalações em ambiente urbano.
Os rotores de eixo vertical são geralmente mais baratos que os de eixo horizontal, pois o gerador não gira seguindo a direção do vento, apenas o rotor gira enquanto o gerador fica fixo. Porém, como já foi dito, seu desempenho é inferior.
Os dois tipos de estruturas de aerogeradores de eixo vertical mais utilizados baseiam-se no princípio do accionamento diferencial ou da variação cíclica de incidência da força.
Rotor de Savonius:
•  O Rotor de Savonius baseia-se no princípio do accionamento diferencial. Os esforços exercidos pelo vento em cada uma das faces do corpo oco são de intensidades diferentes, resultando um binário responsável pelo movimento rotativo do conjunto.

Esquema do princípio de funcionamento do rotor de Savonius

Esquema do rotor de Savonius
O Rotor do tipo Savonius é um dos mais simples, é movido principalmente pela força de arrasto do ar. Sua maior eficiência se dá em ventos fracos, e pode chegar a 20%.
Rotor de Darrieus:
O Rotor de Darrieus baseia-se no princípio da variação cíclica de incidência. Um perfil colocado ao vento segundo diferentes ângulos fica submetido a forças de intensidade e direção variáveis; a resultante destas forças gera um binário motor responsável pela rotação do dispositivo.

Foto de um aerogerador de Darrieus

Esquema do rotor de Darrieus.
O rotor do tipo darrieus é constituído por 2 ou 3 pás (como as dos helicópteros), funciona através de força de sustentação tendo assim uma eficiência melhor que a do rotor savonius, podendo chegar a 40% em ventos fortes.