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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Aquecedor Solar

Benefícios

Além da criação de leis de obrigatoriedade do uso dos aquecedores solares, há outros dois tópicos essenciais que fazem a diferença na hora de investir no produto: a preservação do meio ambiente e a economia.
O primeiro quesito é de fundamental importância, visto que é com base nele que as leis de incentivo foram criadas. De acordo com um levantamento da DASOL (Departamento Nacional de Aquecimento Solar da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento – ABRAVA), cada 1 mde coletor instalado permite os seguintes benefícios para o meio ambiente:
  • Evitar a inundação de 56 mpara geração de energia elétrica;
  • Economizar 66 litros de diesel por ano;
  • Economizar 55 kg de gás de cozinha por ano;
  • Evitar o uso de usinas termo elétricas e de energia nuclear;
  • Economizar 73 litros de gasolina por ano;
  • Eliminar a queima de 220 kg de lenha por ano;
  • Proporcionar a economia com gasto de energia elétrica.
Quanto ao critério econômico, o aquecedor solar também proporciona benefícios. Segundo o mesmo levantamento, a economia nos gastos com a conta de luz pode chegar a 70%, o que propicia um retorno rápido do investimento. Além disso, a instalação de sistemas de aquecedor solar valoriza o imóvel.

Como funciona

Modelos de Aquecedor Solar (clique para ampliar)Os componentes principais do sistema de aquecimento solar são: coletor solar de alto desempenho e reservatório térmico. No primeiro ocorre a transmissão do calor por meio de três processos: condução, convecção e radiação. A energia solar que incide por radiação é absorvida pelas placas coletoras. Estas transmitem essa energia para a água que circula no interior de suas tubulações de cobre. Uma pequena parte da energia é refletida para o ar que envolve a chapa. A eficiência do coletor é dada pela proporção dessas três parcelas de energia (absorvida, transmitida e refletida) em relação à quantidade total de energia incidente.
O segundo dispositivo é o que armazena e mantém a água quente por longos períodos. O reservatório é termicamente isolado, abastecido por uma caixa de água fria e deve ser mantido sempre cheio. Pode ser equipado com apoio elétrico que garante água quente em períodos chuvosos.
Nos sistemas convencionais, a água circula entre os coletores e o reservatório térmico por meio de um sistema chamado termossifão ou circulação natural. Nesse sistema, a circulação faz-se por convecção natural, em que o fluido térmico aquece tornando-se menos denso, e sobe do coletor para o depósito, esfria, e desce novamente para o coletor. O processo é contínuo desde que haja radiação solar disponível e a temperatura no coletor seja superior à do acumulador.
Sistema de termossifão
A circulação da água também pode ser feita por meio de motobombas em um processo chamado de circulação forçada ou bombeado, normalmente instalados em piscinas e sistemas de grandes volumes. A bomba força o transporte do fluido térmico entre os coletores e o acumulador. Esta bomba é comandada por uma unidade de controle, que em sistemas simples, reage à diferença de temperatura entre o fluido térmico à saída dos coletores e a temperatura da água na parte mais baixa do depósito. O acumulador geralmente é colocado no interior do edifício e a bomba consome em média 9 kWh por mês.
Sistema de Circulação Forçada (clique para ampliar)

Tipos

No mercado, há dois tipos básicos: os planos e os evacuados.

Aquecedores Planos

Caracterizam-se por terem coletores do tipo planos: placas de absorção comumente chamadas de placa solar. Aquecem a água a uma temperatura de até 70C e são mais usados em residências.  São normalmente feitos a partir da montagem de uma tubulação de cobre soldado a uma chapa  também de cobre. O topo da superfície de absorção é revestido com placas pintadas com tintas escuras, já que a superfície escura absorve a maior parte da radiação solar incidente. Assim que a radiação solar atinge esta superfície,  é automaticamente convertida em energia térmica (calor). Para minimizar a perda do calor absorvido pela placa, o conjunto é geralmente alojado em um invólucro feito de alumínio, capaz de suportar muitos anos de exposição exterior. As paredes laterais e traseira do conjunto são isoladas com materiais capazes de resistir a temperaturas superiores a 200o C. A superfície do conjunto é geralmente de vidro temperado, com baixo teor de óxido de ferro, a fim de interferir minimamente na passagem dos raios solares. A escolha se dá devido a esse tipo de vidro poder suportar altas temperaturas e suas variações.
Esquema de coletor planosistema-coletor-plano-p
(clique na imagem para ampliar)

1. Placa de absorção: chapa de cobre texturizada (aumento da superfície de contato) soldada por sobre a tubulação de cobre
2. Revestimento: fluoropolímeros (PTFE) para maximizar a absorção da energia.
3. Isolamento:  espuma rígida de Poliuretano e Poliisocianurato  para a máxima retenção de calor.
4. Vidro: Vidro temperado de alta performance é indispensável para reduzir reflexos, permitindo alta transmissão da luz solar.
5. Moldura: Alumínio para  durabilidade, resistência à corrosão e boa aparência.
6. Tubulação: de cobre para obter fluxo otimizado da condução de calor e durabilidade.
7. Conexão de saída para o cabeçote ou tanque de armazenamento.
8. Fundo: Chapa de alumínio 
9. Chapa intermediária: Folha de alumínio atua como barreira contra fluxo de ar quente para o segundo isolante.

Aquecedores Evacuados

aquecedor-evacuado-com-rese-pO sistema evacuado recebe esse nome por causa dos coletores com tubo de vácuo. Podem ser encontrados em versões de fluxo direto ou com reservatório acoplado. O envelopamento de sua estrutura dentro de um tubo de vácuo minimiza a perda de calor. Os tubos são compostos de dois tubos de vidro concêntricos que são esfericamente fechados de forma separada em uma extremidade e fundidos na outra. O espaço entre os tubos é esvaziado e fechado hermeticamente, criando um isolamento a vácuo. No interior dos tubos encontramos três camadas de deposição seletiva de componentes, promovendo absorção plena da luz visível e do infravermelho.  São elas: cobre metálico, aço inoxidável e nitreto de alumínio. O tubo de vácuo garante ao coletor grande durabilidade, estabilidade e alto desempenho: alcança temperaturas acima de 100C e por isso são utilizados em escala industrial.

Vantagens e Desvantagens da Energia Eólica

O fato de que energia eólica seja uma fonte de energia higiênica, limpa, renovável e ecológica não significa que seu impacto ambiental seja nulo. Esse tipo de energia, porém, ajuda a reduzir a contaminação causada pela queima dos combustíveis fósseis. Realizando uma análise um pouco mais profunda, podemos constatar algumas vantagens e desvantagens da energia eólica, que devem ser levadas em consideração na hora de escolher a energia que melhor se adapta a determinado ambiente, situação e objetivo.
Entre suas principais vantagens podemos mencionar que:
  • É uma tecnologia inesgotável;
  • Não emite gases poluentes e não gera resíduos;
  • Os parques eólicos podem ser utilizadas também para outros meios, como a agricultura e a criação de gado;
  • É uma das fontes mais baratas de energia, podendo competir em termos de rentabilidade com as fontes de energia tradicionais;
  • Não requer uma manutenção frequente, uma vez que sua revisão é semestral;
  • Em menos de seis meses o aerogerador recupera a energia que foi gasta para ser fabricado.
No entanto, suas desvantagens não podem ser esquecidas:
  • Como é preciso um fenômeno da natureza para funcionar, às vezes a energia não é gerada em momentos necessários, o que torna difícil a integração da produção dessa tecnologia;
  • Pode ser superada pelas pilhas de combustível (H2) ou pela técnica da bombagem hidroelétrica;
  • Os parques eólicos geram um grande impacto visual devido aos aerogeradores;
  • Causa impacto sonoro, pois o vento bate nas pás produzindo um ruído constante de aproximadamente 43 decibéis, tornando necessário que as habitações mais próximas estejam no mínimo a 200 metros de distância;
  • Pode afetar o comportamento habitual de migração das aves.
É de suma importância conhecer as características principais da energia que será utilizada em determinada localidade, para que se possa tirar o melhor proveito de suas potencialidades em seu uso sem prejudicar o meio ambiente. Somente desse modo seremos capazes de prevenir possíveis problemas futuros referentes ao uso de uma determinada energia.
A energia eólica causa impacto ambiental sim, assim como qualquer elemento e indivíduo na terra. O meio ambiente era muito melhor antes da modernidade e dos descobrimentos. Viver causa impactos ambientais, tudo causa impacto ambiental, portanto, a energia eólica é tão culpada quanto tudo aquilo que existe no mundo.

Veículos elétricos e hibridos


Em termos genéricos falamos de veículos elétricos, híbridos ou de combustão interna, de acordo com a tecnologia de propulsão usada pelo motor. Como todos sabemos a tecnologia do motor de combustão tem sido a escolhida por mais de um século, seja por razões históricas – a revolução industrial – seja por razões economicas – o advento do petróleo como fonte de energia disponível, abundante e barata.

Os carros puramente elétricos têm um único motor, movido a eletricidade e possuem baterias para armazenamento dessa energia. Inicialmente eram tipicamente considerados lentos, de pouca autonomia, mas de baixo consumo, não poluidores e silenciosos. Exemplos destes veículos são os carros de golfe, alguns veículos usados nos aeroportos, havendo contudo aplicações em carros e motos para uso cotidiano. Nos últimos anos, o setor automóvel, por diversas razões tem vindo a aposta cada vez mais no desenvolvimento de veículos elétricos que permitam equiparar-se em funcionalidades aos veículos com motor de combustão, mas reduzindo substancialmente o seu consumo energético.

Existem essencialmente quatro tipos de Veículos Elétricos:

Veículos Elétricos a bateria (VE)
Veículos Elétricos Híbridos (VEH)
Veículos a Pilha de Combustível (VPC)
Veículos Elétricos Alimentação Direta (VEAD)

Em termos de eficiência energética os veículos elétricos são sempre os líderes, já que o motor de combustão está limitado pelo limite de Carnot, (desenvolvimentos no uso de hidrogénio em motores de combustão evidenciam o aumento de eficiência: tema abordado mais adiante). A questão no entanto não se fica por este parâmetro como veremos.
    
História
  
Os veículos elétricos não são recentes, ao contrário do que se possa pensar. Os primeiros veículos foram desenvolvidos em França e Inglaterra nos finais da primeira década do séc. XIX (os americanos só mostraram interesse quase um século mais tarde, em 1895, mas 2 anos depois já havia uma frota de táxis elétricos a circular em Nova Iorque).

A título de curiosidade: um dos primeiros modelos elétricos – o Phaeton, da Wood, de 1902 – custava 2000 USD, tinha uma autonomia de 29 km e uma velocidade máxima de 22 km/h. O desenvolvimento da indústria automóvel foi enorme e no início do séc. XX já existiam veículos elétricos, a gasolina e a vapor. Os veículos elétricos eram os mais procurados dada a ausência de cheiro, vibrações, ruído e algo tipicamente americano – não necessitavam de mudanças (os veículos a vapor também não tinham mudanças, mas tinham outras desvantagens fáceis de imaginar e das quais destacamos a espera de 45 minutos para pegar o motor numa manhã fria). O preço normal dos carros na altura rondava os 1000 USD, mas os veículos elétricos andavam pelos 3000 USD, em 1910, dado o nível de sofisticação do seu interior. A sua produção teve o seu pico em 1912.

O declínio do veículo elétrico deu-se com a melhoria das estradas e acessos que requereriam uma autonomia maior do que a simples e curta deslocação no centro das cidades e com a descoberta do petróleo no Texas que reduziu o preço da gasolina. Charles Kettering, em 1912, inventou a ignição elétrica, eliminando assim a necessidade de “dar à manivela”. Henry Ford iniciou a produção em massa de veículos de motor de combustão interna e a vendê-los a preços entre os 500 e os 1000 USD, enquanto o preço dos veículos elétricos continuava a aumentar.

O desaparecimento do veículo privado elétrico desapareceu por volta da década de 1930 e ressurge apenas nas décadas de 1960 e 1970 com a crise do petróleo e consequente necessidade de encontrar alternativas ao uso da gasolina. A evolução até ao presente tem sido em grande parte fomentada pelos tratados, regulamentos e medidas internacionais para a redução das emissões de gases de efeito estufa e mais recentemente com as políticas de desenvolvimento sustentável.

Os veículos híbridos (motores elétricos e de combustão) apareceram na década de 90 como alternativa imediata, já que reduzem o consumo de gasolina e ao mesmo tempo continuam aos “olhos do público” a ser a mesma coisa, sem grandes necessidades de adaptações ou alterações. Esta aposta deu-se sobre tudo nas marcas Japonesas como a TOYOTA e a HONDA, lideres nestes segmentos.

A última crise dos preços do petróleo de 2008, aliado às questões ambientais e à necessidade da indústria automóvel encontrar inovações que permitam continuar a vender carros, vieram dar um novo impulso ao carro puramente elétrico. Aliados aos recentes avanços tecnológicos, farão com que a atual década seja a década do início do carro elétrico comercial.
    
Eficiência 

Como foi explicado não se trata de uma equação simples: autonomia, velocidade, combustível, armazenamento, benefícios fiscais, inércia legal, economia de escala, entre outros. Qual dos caminhos vai ser seguido? Não sabemos... no entanto tal como nas renováveis, o mix dos híbridos e de células de combustível será o futuro mais próximo e a economia de base em hidrogénio o futuro. O foco deveria ser no consumo e nas emissões para os veículos híbridos e não a sua velocidade máxima ou aceleração.

Temos pena que os incentivos para veículos híbridos e de baixo consumo (abaixo dos 6 L / 100Km e reduzindo para 5 em 2 anos) não existam na prática, pois decerto dariam a vantagem competitiva em relação aos tradicionais.

Vantagens:
• Diminui a demanda por petróleo.
• Carro convencional utiliza apenas 30% do combustível, diferentemente do híbrido que tem um aproveitamento de 90 a 95% da energia da combustão.
• O motor do carro híbrido é menor e menos pesado, devido a isso gasta menos energia.
• Economia devido a baixa ou nula utilização de combustível.
• Carros elétricos ou híbridos são mais verdes e o elétrico não produz CO².



Desvantagens:
• Não há energia suficiente no mundo para trocar toda a frota de carros convencionais por elétricos.
• Uma maior geração de energia para abastecer todos os carros elétricos precisa ser gerada e para ser positiva ao meio ambiente, deve ser estabelecida atráves de fontes renováveis, como a energia solar, eólica, entre outras.
• O preço de um carro verde é maior na maioria dos casos, principalmente no Brasil devido a interesses políticos, entre outros fatores, no entanto, nos E.U.A. o híbrido mais barato custa 20 mil dólares.

• Lítio não é renovável e não existem grandes reservas do mineral.

Forno Solar

Ele não usa gás, nem lenha, nem energia elétrica: o calor que cozinha o alimento vem diretamente do sol, cujos raios multiplicam-se ao encontrar as superfícies espelhadas do forno.
Claro que, apesar de atingir temperaturas surpreendentes, possibilitando assar um bolo em uma hora e meia, o forno solar é totalmente dependente da condição climática e, portanto, não dá para achar que um dia todas as pessoas terão um casa.
Mas, em regiões pobres, principalmente na África, onde o sol é constante e a lenha responde por quase 100% da energia consumida, os fornos solares podem provocar uma verdadeira revolução.
E o melhor é que cada pessoa pode construir o próprio forno solar, gastando quase nada. O modelo mais simples, tipo painel, é feito com um pedaço de papelão, revestido com algum papel laminado.
Em 1990, a associação internacional Solar Cookers distribuiu fornos desse tipo a 28 mil famílias no Quênia e, oito anos depois, constatou que cerca de 20% delas ainda usavam os painéis como equipamento principal da "cozinha". Quase 6 mil famílias, que estariam queimando lenha, adotaram a cozinha sustentável.







 É um tipo de forno descrito por Nicholas de Saussure por volta de 1770 e criado por Horace de Saussure em 1767.É constituído de uma caixa com fundo preto e tampa de vidro, com abas refletoras. O fundo preto absorve a luz solar e converte-a em radiação infravermelha, que não passa pela tampa de vidro, criando o efeito estufa. Desta forma, possui a capacidade de atingir 150ºC, cozinhando qualquer alimento sem dificuldade.

O cozimento dos alimentos leva, dependendo de suas características, de 2 a 6 horas neste equipamento. Apesar da utilização de energia solar desde longa data, somente na década de 1990 é que intensificaram-se os estudos e desenvolvimento de tecnologias para cozinhas solares.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a utilização do fogão solar por 30% da população brasileira reduziria anualmente a extração de lenha para cozimento de alimentos em 5.370.000 m³, uma quantidade significativa.1 Um modelo simples construído com papelão, vidro e papel-alumínio é o bastante para atingir até 300ºC, dependendo da eficiência e vedação do equipamento.




Energia Eólica no Brasil


O Vento é simplesmente a deslocação do ar. A origem do vento é complexa e deve-se às diferenças de temperatira da Terra, aquecida pelo Sol desproporcionadamente e também pelas zonas àridas e deseryas aquecerem (e arreferecerm) mais rapidamente que os oceanos e mares.
Estas diferenças de aquecimento, as passagens de frio para quente e vice versa, proporcionam um sistema de conversão atmosférica que se estende desde a superfície terrestre até à estratosfera.

energia cinética do vento pode ser convertida noutras formas de energia: mecânica ou eléctrica.
A energia do vento é ampla, renovável, largamente distribuida, limpa e ajuda a combater o efeito de estufa, se usada para substituir os a electricidade derivada dos combustiveis fósseis.


História do vento como fonte de energia

Desde os tempos antigos que a energia do vento tem sido utilizada. Há mais de 5000 anos atrás, os antigos Egípcios usavam o vento para navegar os seus barcos no Rio Nilo.
Mais tarde, na zona da Persoa (Irão), forma construídos moínhos de vento para moer o milho e outros cereais e são estes os moinhos mais antigos que há memória.
Séculos mais tarde, os holandeses melhoraram o design dos moínhos persas e deram-lhes umas lâminas em jeito de hálice feitas de pano, semelhante ao usado nas velas das embarcações. A Holanda há muito que é famosa pelos seus moinhos de vento característicos.

Um pouco por todo o mundo, os moinhos eram usados para moer cereais, bombear água e cortar lenha em serrações. Na América, o seu uso estendeu-se até aos anos 20, sendo os moinhos de vento utilizados inclusivé para produzir electricidade nas zonas rurais, onde ainda não chegava o serviço.
Quando as linhas eléctícas chegaram a essas zonas rurais, por volta de 1930, os moinhos cairão em desuso, apesar de ainda poderem ser vistos nalguns ranchos do oeste.

A crise do petróleo dos anos 70 mudou o panorama energético mundial. Criou interesse em fontes de energia alternativas, abrindo novamente o caminho para a energia eólica na produção de electricidade.

Como se transforma vento em energia?

energiaeolica2.jpg



O vento faz girar as pás do gerador eólico. O aparelho é chamado de gerador ou turbina e não moinho porque este ultimo era usado para moer. Já os mais recentes usam-se para gerar energia eléctrica. São feitos grandes parques eólicos com dezenas ou centenas de geradores que produzem um zumbido caracteristico.

A conversão em energia é feita através da rotação das pás que ligadas a um gerador, produzem a electricidade. Se o vento for forte, existe um mecanismo que actua como travão e impede que as pás girem demasiado depressa, evitando eventuais danos.

Quando efectivamente não há vento, outro tipo de energias terão de ser utilizadas para gerar electricidade.

Para um gerador eólico trabalhar de forma eficiente, o vento precisa atingir velocidades entre os 18 e os 21 km/h. Só a estas velocidades o vento tem força para conseguir girar as pás para gerar energia. Cada turbina gera entre 50 e 300 kilowatts de electricidade. Com um gerador eólico pode acender-se 3000 lâmpadas de 100 watts cafa, o que são muitas lâmpadas.


Energia do Vento

Uns estimados 1% a 3% da energia solar que chega à Terra é convertida em energia do vento. Isto é 50 a 100 vezes mais energia do que a convertida em biomassa por todas as plantas na Terra pela fotosíntese.
A maior parte desta energia eólica encontra-se a grandes altitudes, onde os ventos atingem uns constantes 160 km/h. Eventualmente, esta energia do vento é convertida em calor, através de fricção, pela Terra e atmosfera.

TECNOLOGIAS DE APROVEITAMENTO – TURBINAS EÓLICAS

energia eólica é uma forma indireta de obtenção de energia do sol, uma vez que os ventos são gerados pelo aquecimento desigual da superfície da terra pelos raios solares. Em outros termos, a energia eólica é a energia do movimento (cinética) das correntes de ar que circulam na atmosfera.
A geração de energia elétrica ou mecânica (em moinhos ou cataventos para a realização de trabalhos mecânicos como o bombeamento da água) através dos ventos se dá pela conversão da energia cinética  de translação pela energia cinética de rotação através do emprego de turbinas eólicas, quando o objetivo é gerar eletricidade, ou moinho e cataventos, quando o objetivo é a realização de trabalhos mecânicos.


A energia eólica é uma forma de obtenção de energia de fontes totalmente renovável e limpa, não produz qualquer tipo de poluente. Sendo por isso, umas das principais apostas no campo das fontes renováveis de energia.

Sua exploração comercial teve início há mais ou menos na década de 70 quando ocorreu a crise do petróleo e os países europeus começaram a investir em outras formas de energia. No Brasil, o custo da geração de energia através dos ventos é de cerca de US$70 a US$80 por MWh, o que a torna competitiva com a energia nuclearr e termoelétrica. Só no nordeste brasileiro potencial eólico existente é de 6.000 MW, sendo a região brasileira que apresenta o maior potencial. Até 2003 a Aneel havia registrado cerca de 92 empreendimentos não iniciados para ao aproveitamento de energia eólica que agregariam 6.500 MW a produção nacional de energia elétrica
O único ponto fraco das turbinas que geram energia através dos ventos é a poluição sonora e a poluição visual. Esta última é menos impactante, e depende mais do ponto de vista particular de cada um. Mas a poluição sonora gerada pelas turbinas, de acordo com a especificação do equipamento, pode inviabilizar a construção destes sistemas muito próximos de regiões habitadas por causar desconforto aos moradores. Entretanto, existem modelos aerogeradores de hélices de alta velocidade que produzem menor ruído e são até mais eficientes que os modelos de turbinas de múltiplas pás, mais barulhentos.

Os países que mais geram energia eólica:
1º -  China (62,7 mil megawatts)
2º -  Estados Unidos (46,9 mil megawatts)
3º -  Alemanha (29 mil megawatts)
4º -  Espanha (21,6 mil megawatts)
5º -  Índia (16 mil megawatts)
6º -  França (6,8 mil megawatts)
7º -  Itália (6,7 mil megawatts)
8º -  Reino Unido (6,5 mil megawatts)
9º -  Canadá (5,2 mil megawatts)
10º- Portugal (4 mil megawatts)
Você sabia?
- Regiões com ventos frequentes de 15 km/h são ideais para a instalação de aerogeradores.
- A geração de energia eólica no mundo aumentou cerca de 1000% nos últimos dez anos.
- Até o final de 2013, o mundo produzirá cerca de 300 GW de energia elétrica através de usinas eólicas.
- No dia 15 de junho é comemorado o Dia Mundial do Vento.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Energia Hídrica

Vídeo energia hidraulica:
http://www.youtube.com/watch?v=K6ahOC1CDbY#t=155

Energia Hídrica



A energia hídrica é a energia renovável que já é utilizada há muitos anos. As civilizações antigas aproveitavam o relevo dos solos para utilizar a água na agricultura, em terrenos de regadio. Os romanos começaram a utilizar a água numa espécie de sistemas hidráulicos para a moagem dos cereais, ao longo dos anos esses sistemas vieram a ter uma grande utilização.

No século XX, a energia hídrica foi e é utilizada
para a produção de energia eléctrica.

Esta energia alternativa, a energia hídrica resulta da água dos rios em movimento, águas essas que vão em direcção ao mar e que para além de conduzirem a água das nascentes captam a água das chuvas. O movimento ou queda dessas águas das chuvas contém energia cinética que pode ser aproveitada para produzir energia.

Hoje em dia a finalidade de energia hídrica é a produção de energia eléctrica nas chamadas centrais hidroeléctricas.
Barragem da Aguiera


Transformar em Energia

Ao longo de muitos anos, nos moinhos o movimento da água era muito utilizado para a produção de cereais. O movimento da água fazia mover placas de madeira que estavam ligadas à mó. A mó rodava e moía os cereais transformando-os em farinha. Actualmente o movimento da água é usado para produzir energia eléctrica.

Normalmente constroem-se barragens, ou seja, constroem-se reservatórios que acumulam e que param os cursos de água. Noutros casos, existem reservatórios que deixam passar os cursos de água mas fazendo com que passem por uma turbina de forma a produzir energia eléctrica.

Quando se abrem as comportas da barragem, a água passa por umas lâminas na turbina fazendo-a girar, a partir dessa rotação o gerador ligado a essa turbina gere, ou seja, transforma a energia mecânica em energia eléctrica.